fevereiro 26, 2008

Triângulo Infernal

O conflito no Darfur, mais uma vergonha no registo dos pecados por omissão internacionais, não dá mostras de parar ou mesmo de abrandar no grau de desumanidade e barbárie.
E como seria de prever, as atenções da acção humanitária das Nações Unidas já estão viradas para as consequências desastrosas do conflito que se fazem já sentir no Sudão, na República Centro Africana e, num cenário de guerra civil, no vizinho Chade.

Estão contabilizados mais de 300 mil refugiados oriundos daqueles três países em ebulição a um ponto que praticamente inviabiliza qualquer acção humanitária no território.

fevereiro 16, 2008

Olhar para dentro também

02.jpg

Vale a pena conhecer ESTE espaço e descobrir o que ainda falta e é possível fazer aquém fronteiras.
E como fazê-lo.

junho 22, 2007

RUI PEDRO

rui pedro actual.jpg

ENCONTREM-NO!

junho 19, 2007

Se pretende integrar ou criar um grupo de voluntariado

O caminho mais rápido é ESTE.

Quer constituir uma cooperativa de solidariedade social?

Descubra AQUI como.

novembro 02, 2006

UM ANO

Foi um momento mágico. Deu origem a algumas realizações de que se podem orgulhar todas e todos quantos de alguma forma contribuiram para que se materializasse esta iniciativa que, apesar de descontinuada, mantém activas as realidades concretas (nomeadamente o apadrinhamento de diversas crianças moçambicanas) que o justificam e justificarão no futuro.

Aconteceu há um ano atrás.
Parece que foi ontem.

junho 20, 2006

DIA MUNDIAL DO REFUGIADO

Comemoramos este dia.
Porque tem muito a ver com a nossa "guerra".
Porque a fome cola-se muitas vezes a tal estatuto.

(E porque o Weblog aos altos e baixos finalmente o permitiu...)

junho 01, 2006

NOVO FÔLEGO

O fim de qualquer projecto desta índole constitui um sinal péssimo, tanto para quem necessita de ajuda como para quem se sente motivado para ajudar.
Por isso mesmo, sempre que tal hipótese se equacionou surgiu alguém para evitar que tal pudesse acontecer.
E esse espírito da coisa, essa vontade manifestada por quem não aceita baixar os braços perante realidades cujo valor intrínseco não passa apenas pelo plano das boas intenções (já existe “obra feita” para o justificar), é a alma do Proximizade desde o momento da sua criação.

Voltou a acontecer agora, quando tudo apontava para um final inglório. Estamos de novo a construir uma equipa para manter o blog activo na medida da disponibilidade de cada um dos que avançaram para impedir o seu fim.

E este é um sinal contrário, um indicador de esperança nas pessoas que podem fazer a diferença com pequenos gestos que são sempre compensadores, são sempre melhores do que cruzar os braços perante os problemas enxotados com o rótulo de insolúveis.

Entendemos fazer coincidir o regresso do Proximizade com a data que hoje se celebra.
As crianças são, desde o início, a nossa prioridade maior.

Contamos com o vosso apoio, como sempre, e estamos receptivos a todos os vossos contributos e sugestões. E às críticas também, pois num trabalho desta natureza todas se assumem construtivas.

Vamos então arregaçar as mangas para (re)construir esta ideia feita de vontade de ajudar quem precisa.

Benvindos/as ao novo fôlego deste espaço que queremos eficaz e mobilizador!

maio 31, 2006

REABRE BREVEMENTE

As coisas parece que acabaram por se compor e vamos de novo arrancar com o Proxi.
Fiquem atentos/as, pois não tarda.

abril 28, 2006

SUSPENSO

Não me resta força, não me resta coragem e não me resta disponibilidade.
Conservarei a chave para quem a quiser tomar (basta um email), até ao final do mês de Maio.
Depois, e caso ninguém avance para me substituir, entregarei o espaço ao seu dono e o Proximizade chegará ao fim.
Lamento. Por mim e pelos que precisam.

Mas não aguento mais.

Proximizade JM

abril 17, 2006

A JUSTIÇA DO TERROR

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) proferiu um acórdão que legitima palmadas, estaladas e encerramento em quartos escuros como forma de educar crianças.
Isto não é uma paródia, embora pareça, pois não se deve brincar com coisas sérias.

Mas foi isso que o STJ fez, com esta decisão que nos dias que correm soa no mínimo grotesca. É inegável a influência da legislação no comportamento das pessoas (mais do que o contrário...) e algo de legal passa com facilidade a algo de recomendável.
Assim sendo, esta aberração jurídica que torna legal alguém esbofetear e encarcerar uma criança num terror sem iluminação fomenta uma actuação que contraria os mais elementares pressupostos da decência e do bom senso.

Podíamos aqui alongar-nos na análise a este sinal do STJ e às consequências previsíveis na vida de muitas crianças portuguesas.
Mas encaminhamo-vos para o que o Comité Português para a UNICEF decidiu opinar sobre a matéria.

Está lá o essencial...

abril 12, 2006

PROXIMAIL - Mar

Vou guardando as suas missivas com cuidado, religiosamente.
Porque cada uma é uma pequena jóia e, juntas, constituem um documento único, precioso, que mostro aos meus filhos para que aprendam a amizade, a generosidade, que releio sempre que sinto que pode fraquejar a minha fé nas pessoas, que toco com o carinho com que a hei-de abraçar, assim que regresse.
Uma obra para coleccionar e transmitir a outros.
Pedi-lhe, em tempos, autorização para publicar um texto seu e ela que sim, que sim, o que precisares, como queres que escreva sobre o mundo cá deste lado?
Não foi preciso que o escrevesse de propósito porque as mensagens que nos envia, aos seus amigos e família, periodicamente, são em si o retrato de uma terra, do seu povo, da vida que outros seres humanos vivem.
E também dos sorrisos. Como este que nos mandou, pintado no rosto de um menino, por pessoas como ela.

menino_turco.jpg

A Joana está há quase um ano na Turquia, numa missão voluntária de ajuda a refugiados. Sobretudo, crianças.
Um ano da sua vida a ajudar outras vidas a manter a esperança. Um ano a crescer, a amealhar a sabedoria que só conquistamos quando damos. Nos damos.
Como se pode ler nas palavras que nos manda e que aqui partilho, por duas razões: o orgulho que tenho em ser amiga desta menina e o exemplo que ela constitui para todos nós. Não, por três: dizer-lhe, Obrigada, Joana.

Com um beijo enorme para ela

da Mar



"Ando às voltas no teclado, a tentar decidir o que vos escrever. volto a tentar mais tarde, como nas chamadas telefónicas quando o destinatário não está. mas está. insisti escrever-vos de manhã cedo, já que agora, literalmente falando, o sol me acorda e é isto "volte a tentar mais tarde que amanhã é fim-de-semana, e pode ser que consiga".


"um pé...
.. e dois
uma meia
duas meias
sapato! o outro sapato!"

queria eu acordar com estas contas de matemática e achar que tenho tudo. por aqui acorda-se assim, com 20 pares de meias a entrarem e sapatos que nem sempre encontram o pé certo. nisto, tenho falta de vocês. não só de estar, mas de vos falar das coisas daqui. que desliguem as televisões e esqueçam muito do que vos dizem. está errado. ou pelo menos, incompleto. mostram o que capta a atenção do momento, mas depois esquecem-se do humano, das vidas, das mãos, dos medos, dos outros erros, do que se aprende, dos exemplos, das ideias... esquecem-se ou não querem mostrar e ficam assim, com imagens deste lado do mundo que não encaixam em filme nenhum. escrevo-vos: apaguem as televisões por momentos. ou escutem-nas ao mesmo tempo em que pensam "pode não ser assim". multiplicadoras de preconceitos, televisões: calem-se. ao resto é deitar mãos às ideias, e ver no que dá.
mas o mundo turco, com tudo o que não funciona, com um social que em muitos parâmetros não existe, também ensina. e aqui estou. se os meus colegas de faculdade, amigos de letras com sede de mundo, se lembram, numa das aulas de Antropologia Política, na qual discutíamos a possibilidade da Turquia fazer parte da União Europeia o professor, Jorge Crespo, disse que não nos enganássemos. a sua ideia: há que estar lá para saber, um saber que não se resume aos museus, às salas de cinema, às letras dos livros, aos músicos... um saber que se sente, que abarca o modo de sorrir da gente, o jeito de pegar na 'darbuka' antes de tocar um ritmo diferente - pés que andam no chão com fundo de terra. o Mundo.


Um tom:

"Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz."

'Onde ir', Vanessa da Mata


Por hoje é assim, que amanhã, 1 de Abril, vou acordar com 21 anos no bolso. Parabéns a vocês, que me dão tudo sem se darem conta disso.


Abraço-vos forte,

joana"

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