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novembro 30, 2005

Abraço de Natal

AbraçoA Abraço - Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA, irá proceder, a partir do Dia Mundial da SIDA, concretamente, nos próximos dias 1, 2, 3 e 4 de Dezembro, ao seu peditório anual.

Recorde-se ainda que, nesta quadra, a Abraço também aceita brinquedos, alimentos e roupas destinados a crianças portadoras da doença, dos 0 aos 6 anos, donativos estes que podem ser entregues todos os dias úteis, entre as 9 e as 18:30 horas, na nova sede da instituição, sita no Bairro de Santos, em Lisboa, na seguinte morada:

Largo José Luís Champallimaud, nº4
1600 LISBOA

Mais esclarecimentos podem ser obtidos através do telefone 217 997 500.

novembro 29, 2005

Abraço

Abraço

A Abraço – Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA é uma ONG de prestação de serviços na área da SIDA que foi constituída por escritura pública em Junho de 1992, na sequência do trabalho que, desde Dezembro de 1991, vinha sendo desenvolvido por um conjunto de voluntários que prestavam apoio psicológico, social e material a seropositivos internados no Hospital Egas Moniz.

Os objectivos desta Associação centram-se no apoio às pessoas infectadas com a doença, dirigindo a sua acção para a luta contra a discriminação e pela defesa dos direitos das pessoas infectadas, a prevenção da infecção dirigida à população em geral através de campanhas de divulgação bem como contribuir para o treino e formação de trabalhadores e técnicos de saúde que laborem nesta área.

A sua actividade é essencialmente desenvolvida através de voluntários, apesar de possuir uma estrutura de suporte assalariada, e procura abarcar o território nacional através dos centros de trabalho de que dispõe em Lisboa, Porto e Funchal.

A Abraço tem ainda em fase de construção do seu novo site, mas pode ser contactada através do endereço electrónico abraco@netcabo.pt

novembro 28, 2005

Carta para a Berta

Olá, Berta,

Somos os teus padrinhos, unidos sob um nome comum que é Proximizade, o que quer dizer qualquer coisa como Amigos Próximos!

Somos um conjunto de pessoas com vários rostos, vários nomes, diferentes idades. Alguns de nós têm filhos, uns da tua idade, outros mais velhos, outros mais novos. Nem todos nos conhecemos. Alguns de nós nunca se viram, nunca falaram, nunca se ouviram. Alguns de nós nunca rimos juntos, nem nunca chorámos juntos. Assim como tu: nós nunca te vimos, nunca te tocámos, nunca te pegámos ao colo, nunca te demos umas beijocas, nem um abraço ou um mimo, mas assumimos o compromisso de sermos teus padrinhos. Por isso te enviamos, com esta carta, lápis para que desenhes, escrevas, coles, pintes e sonhes, juntamente com as meninas e meninos que vivem contigo, em especial os teus irmãos.

Como nós somos muitos, não te mandamos uma fotografia nossa, mas pedimos-te que faças um desenho a pensar em nós e que peças à Irmã Susana para fazer o favor de nos enviar esse desenho, que vamos gostar muito de ver.

Contamos que recebas esta carta antes do Natal.

Nós, os teus padrinhos, desejamos-te saúde, amor e muitos sorrisos neste Natal.

Ajuda de Mãe

A Ajuda de Mãe é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), constituída como pessoa colectiva de utilidade pública sem fins lucrativos. Nasceu em 1991, tendo como finalidade contribuir para a cultura da vida humana, atendendo ao respeito e à dignidade pela mesma. Dirige-se à mulher grávida e puérpera e disponibiliza informação nas áreas da gravidez, sexualidade e planeamento familiar; dá apoio e acolhimento às grávidas; e ministra-lhes uma formação de modo a facilitar a sua reinserção social e profissional. Para isso conta com uma equipa multidisciplinar que intervém nos diferentes serviços promovidos pela instituição.

Recebe apoio do Centro Regional de Segurança Social de Lisboa e tem acordos de parceria com diversas instituições nomeadamente com o Banco Alimentar Contra a Fome, Centros de Saúde e Centros de Emprego.

Neste momento, receberam 12 camas para bebés, mas sem colchão. Estão, por isso, a necessitar de 12 colchões com 97x57x10 cm. A espessura não deverá ser inferior a 7 cm e a tela que forra o colchão deverá ser preferencialmente de tipo hospitalar. Mas aceitam todas as ofertas que forem feitas, nem que tenham de proceder a adaptações.

Na verdade, esta instituição recebe tudo, desde roupa de vestir a roupa de cama, até mesmo mobílias. É que, além das suas instalações, a Ajuda de Mãe tenta facilitar a vida das mães, ajudando-as com tudo o que for possível nas suas próprias casas.

Pode contactar a Ajuda de Mãe de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 18:00, na Rua do Arco do Carvalhão, 282 – 1350-026 Lisboa (veja aqui onde fica), ou pelos telefones 213 827 850 e 917 464 008. Se não tiver transporte e tiver muito para dar, a Ajuda de Mãe tem carros próprios e pode fazer recolhas, se o volume assim o justificar.

Também pode ajudar tornando-se sócio ou voluntário.

novembro 27, 2005

PROXIMAIL - "aos meninos de mumemo"

Depois dos textos da Filipa Paramés e do Jorge Manuel (Sharkinho), apresentamos hoje no "Proximail" um texto da autoria de Almaro (Cartas de Marinhar). Pode enviar-nos os seus textos para o e-mail proximizade[at]gmail[ponto]com

aos meninos de mumemo

Escrevo-te menino de Marracuene, por saudade, coisa estranha este maka de sentir falta de uma terra cor de sangue, que tu pisas em angustia e que eu menino como tu, pisei em alegrias muitas, ao passear-me no rio serpente , também ele, cor de sangue, que aí perto do teu novo bairro, corria barrento. Tenho saudades do velho e indomável Inkomati, das histórias muitas que me contavam de xicuembos ao som de batuques e de ximandjemandes . Esta saudade, estranha para um Tuga que só por ai passou, incomoda-me. Por isso te escrevo para te dizer que dentro de pouco tempo estarei aí. Quero esquecer as alegrias e com elas olhar os teus olhos. Quero que me digas olhos nos meus, o que precisas para sorrir. Quero passear de mão dada contigo e saber que há um futuro, quero olhar o Inkomati contigo e sentir a tua mão presa à minha, com a liberdade de sermos dois que sonham com uma terra que é mais que montes de muchém …

Seremos os dois, formigas, ou apenas colibris. Seremos fazedores de terra, tu e eu de mãos dadas a sorrir. Quero que me ensines os teus sonhos, os teus desenhos, as tuas sombras. Quero perceber como sobrevives na angustia do não existir e caminhar contigo para lá do Limpopo. Quero que me ensines a plantar um Canhoeiro…

Escrevo-te menino de Mumemo, para que me ajudes a ser mais que angustia e sentir que um dia pude desenhar um sorriso a um menino que corre como os sonhos escondidos , lá por terras d’africa …

Escrevo-te para te dizer que dentro em pouco estarei aí…por ti.

Maka: problema
Xicuembos: feitiços
Ximandjemande: danças
Muchém : formigas
Canhoeiro: árvore de fruta

novembro 25, 2005

Banco Alimentar Contra a Fome

Banco Alimentar Contra a Fome

"Todos juntos podemos fazer a diferença e ajudar os portugueses com carências alimentares neste Natal"...

Mais de 11 000 voluntários colaboram neste fim-de-semana (26 e 27 de Novembro) na recolha de alimentos, em 561 estabelecimentos comerciais localizados nas zonas de Aveiro, Abrantes, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Porto, Setúbal e S. Miguel, no que constitui mais uma oportunidade de expressão da solidariedade generosa com que os portugueses acolhem desde há 13 anos estas operações de recolha de alimentos.

"As carências alimentares com que se debatem muitos portugueses é um fenómeno típico das grandes aglomerações urbanas e tem tendência a agravar-se em períodos de abrandamento da actividade económica, como são os que se vivem actualmente. Estas carências podem ser eficazmente minoradas com o contributo individual - por pequeno que seja - de cada um de nós. Só é preciso combater a indiferença, pois todos juntos podemos representar muito."

Os bens alimentares recolhidos serão encaminhados para os armazéns dos 10 Bancos Alimentares Contra a Fome, onde se processará o respectivo armazenamento, sendo de seguida distribuídos localmente (a partir da próxima semana) a pessoas com carências alimentares comprovadas através de Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas.

Para aderir a esta campanha basta aceitar um saco de plástico entregue pelos voluntários dos Bancos Alimentares Contra a Fome devidamente identificados (localizados à entrada de cada um dos estabelecimentos comerciais) e colocar no seu interior bens alimentares de preferência não perecíveis, tais como leite, conservas, azeite, açúcar, farinha, bolachas, massas, óleo.

Notícias de Mumemo

De um mail enviado pela Irmã Susana para a APOIAR:

“… se não fosse a vossa ajuda pelo apadrinhamento, a creche e o programa de reabilitação da má nutrição estava em crise, de se reduzir no mínimo dos mínimos, pois não era possível continuar a ter 250 crianças sem lhes dar alimento nutritivo (…) o Programa Mundial de Alimentação tem dado só milho para fazer papas e massa ou tchima, porém não dá açúcar nem gás para cozinhar as papas, por isso, de todo o coração, em nome das crianças, o nosso muito obrigado. Agradeço que passem esta mensagem às madrinhas e padrinhos, a quem eu não escrevo quase nunca. (…) Estas crianças precisam tanto de atenção, na creche cada vez ficam mais horas; agora começa às 7 da manhã e, de noitinha, ainda lá estão. Mas são felizes assim e fazem tanto barulho a brincar que é mesmo sinal de saúde de menino normal.”

novembro 24, 2005

Mais do que uma causa

Existe quem defenda que as Organizações Não Governamentais (ONG) estão a assumir um papel cada vez mais destacado na sua intervenção, ao ponto de começarem a substituir o poder político/financeiro em muitas tarefas que estes exibem incapacidade (vontade política?) para executar.

De resto, a reacção hostil de vários Governos (e de grandes multinacionais) à presença e à actuação de organizações como a Amnistia Internacional ou a Greenpeace, para só citarmos algumas, denuncia o desconforto dessa constatação.

A sociedade civil encontra nas ONG a resposta imediata a problemas concretos que carecem de solução e isso traduz-se numa aposta cada vez mais determinada no papel das instituições que prestam ajuda humanitária e que tentam intervir directamente no bem estar das populações.

É notório o peso que iniciativas como o micro-crédito, por exemplo, assumem no desenvolvimento económico de algumas nações menos preparadas para o efeito da globalização ou que padeçam dos males crónicos do costume.

Guerra, doença, calamidades naturais e consequências desastrosas da má governação abrem o caminho para as sequelas a que só a intervenção independente das ONG consegue oferecer um lenitivo. Pelo menos a esperança e a garantia de algum apoio para quem sofre de carências impensáveis e urgentes de acudir.

E essa força que move o auxílio humanitário somos nós que a criamos, pela canalização do nosso apoio para essas organizações com provas dadas.

O Proximizade existe acima de tudo para esse fim, motivar a intervenção, e daí derivam as nossas concretizações até à data.

O que está em causa é muito mais do que o estímulo de donativos e de apoios para os que precisam, para salvar algumas vidas ou simplesmente melhorá-las.

O que está em causa, e por isso insistimos na vossa participação activa neste projecto (visitando, clicando nos linques laterais, comentando ou enviando posts para publicação), é a multiplicação dos sinais que revelam uma tendência crescente dos cidadãos de cada vez mais países para confiar nas ONG como uma alternativa inadiável. Para equilibrarmos a parada.

Para que cada vez mais gente apoie e motive quem tenta acordar o Mundo e mobilizá-lo para a sua própria salvação.

novembro 23, 2005

UNICEF - Formas de ajudar

UNICEFMuitas são as formas de colaborar, tanto mais acessíveis quanto existe em Portugal um dos 37 comités nacionais espalhados pelo mundo, o qual foi criado em 1979 em Lisboa e possui delegações regionais de norte a sul do país.

Desde tornar-se sócio, fazer donativos (ou mesmo doações e legados), destinar à UNICEF 0,5% do IRS ou colaborar na compra dos vários produtos que são comercializados como prendas de Natal, várias são as possibilidades de intervir. Sabendo, à partida, que o seu dinheiro é útil.

UNICEF
(©UNICEF Pakistan/2005/Zaidi)

Bastam 5 euros, por exemplo, para comprar material escolar para uma criança, incluindo, giz, ardósia, esponja e uma mochila.

10 euros permitem adquirir 100 saquetas de sais de reidratação oral para proteger crianças da morte na sequência de diarreias.

Com 12 euros já se conseguem duas redes mosquiteiras impregnadas de insecticida que protegem da malária, doença que mata uma criança africana em cada 30 segundos.

Se forem 25 euros, podem-se purificar com pastilhas desinfectantes 900 litros de água em campos de refugiados.

35 euros permitem comprar vitamina A na quantidade suficiente para proteger da cegueira 560 crianças

...E 50 euros equivalem às bolachas de alto teor proteico capazes de satisfazer durante um mês as necessidades alimentares de 15 crianças mal nutridas.

UNICEF

UNICEFA UNICEF não necessita de apresentações. Detém, entre todas as organizações que se dedicam à protecção da infância, um estatuto e um prestígio ímpares. No entanto, achamos importante relembrar aqui no Proximizade um pouco da sua história, iniciada em 1946, quando a ONU criou um fundo especial para ajudar as crianças europeias vítimas da Segunda Guerra Mundial. Sete anos mais tarde, em 1953, a UNICEF tornou-se uma agência permanente da ONU, e a sua atenção passou a centrar-se nas crianças dos países mais pobres do mundo.

O grande objectivo da UNICEF é promover a defesa dos direitos da criança, cuja declaração universal foi adoptada pelas Nações Unidas em 1959. A sua acção desenvolve-se, hoje, em 158 países, e traduz-se em programas de desenvolvimento a longo prazo nos sectores da saúde, da educação, da nutrição, do fornecimento de água e saneamento básico, tendo também capacidade de intervenção em situações de emergência. O trabalho meritório da UNICEF foi recompensado, em 1965, com a atribuição do Prémio Nobel da Paz, pelo seu contributo para a “promoção da fraternidade entre as nações”.

Mas, para que a UNICEF possa continuar a agir em favor das crianças, necessita de dinheiro. É que, como foi criada com um mandato temporário, não recebe qualquer financiamento da ONU, dependendo totalmente de contribuições voluntárias, tanto governamentais como feitas por particulares.

novembro 22, 2005

Mais padrinhos, mais afilhados

Muitas outras organizações, para além das que já vos apresentámos e a que entusiasticamente aderimos, fazem do apadrinhamento uma das maneiras de agir privilegiadas.

Uma delas, muito divulgada na Internet porque associada à iniciativa bastante conhecida dos “Cliques por uma causa” (por via do “Hunger Site”) é a Children International.

A Children International é uma organização sem fins lucrativos, sediada nos EUA (Kansas City), e que se dedica, desde 1936, à melhoria da vida de crianças que vivem em condições de extrema pobreza, sem cuidados médicos, roupas, educação… nem esperança. Porque «as duas coisas mais importantes que podemos dar a uma criança são “raízes” [uma família] e “asas” [proporcionar condições para que tenham um futuro]»

É considerada pelo AIP (Instituto Americano de Filantropia) – que tem uma missão de vigilância e informação, visando maximizar a efectividade de cada dólar doado, proporcionando aos doadores a informação necessária para uma “doação mais informada” – como uma das melhores organizações de “apadrinhamento de crianças”.

Através da generosidade dos doadores, a instituição proporciona diversos programas para satisfação de necessidades básicas e garantia de dignidade humana, ao mesmo tempo que contribui para o crescimento sustentado e duradouro das crianças, quer em termos físicos, quer de educação e instrução.

Uma forma simples de ajuda traduz-se no “apadrinhamento” de uma das crianças apoiadas pela instituição; um donativo de 18 dólares mensais representará um verdadeiro milagre, uma transformação radical da vida de uma criança, que terá resultados tangíveis e comprováveis.

Na sequência do apadrinhamento, o “padrinho” receberá:
- 2 cartas da criança “adoptada” e uma foto actualizada todos os anos.
- Uma brochura descrevendo as condições de vida no país da criança.
- Uma actualização anual do Director de Projecto da comunidade em que se insere a criança.
- Uma subscrição gratuita de “Sponsorship News”, a newsletter da Children International, enviada ao domicílio.
- A possibilidade de escrever à criança sempre que quiser, incluindo presentes e cartões de aniversário e Natal.

As crianças abrangidas pelo projecto vivem no Chile, Colômbia, R. Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, México, Filipinas, Índia, Zâmbia e EUA, sendo agrupadas nos seguintes escalões etários: 2 a 4 anos; 5 a 7 anos; 8 a 11 anos; 12 ou mais anos.

A instituição apresenta um relatório anual das suas actividades; as suas contas são sujeitas a auditoria e revisão de contas pela BKD, uma das 10 maiores firmas de auditoria dos EUA. No exercício findo em 30.09.04, a instituição obteve cerca de 90 milhões de dólares de contribuições e outros donativos, afectando aos diversos programas de ajuda um total de cerca de 75 milhões de dólares, tendo ainda despendido cerca de 20 milhões de dólares em actividades de suporte.

novembro 21, 2005

Acreditar

AcreditarTratar a criança com cancro e não só o cancro na criança.

Porque a esperança deve ser fomentada.

Porque vale a pena acreditar que as crianças, mesmo padecendo de cancro, podem e devem sorrir, brincar, aprender e estar ao lado daqueles que amam.

Esta é mais uma das instituições de que o Proximizade se irá ocupar nas próximas semanas. Fique desde já a conhecer, a saber como pode ajudar e como contactar a Acreditar.

Campanhas AMI

A AMI organiza todos os anos diversas campanhas de angariação de donativos, incluindo campanhas institucionais ou em parceria com empresas privadas. Veja no que pode colaborar:

Campanha Institucional - Campanhas de sensibilização.

Peditório - Anualmente, durante 4 dias voluntários da AMI estão espalhados por muitas cidades e vilas do País.

Campanha Porta Amiga - A AMI lançou uma campanha para angariação de fundos para os Centros Porta Amiga.

Kit Salva-Livros: O produto solidário - indispensável para o regresso às aulas. Ao adquirir o Kit Salva-Livros está a contribuir para o financiamento das acções da AMI. Disponível em todas as lojas Auchan (Pão de Açúcar e Jumbo).

Legados Testamentários - Ultimamente, a AMI tem vindo a registar um acréscimo de legados testamentários de cidadãos. Uma prova de confiança que a AMI muito agradece!

novembro 19, 2005

PROXIMAIL - "Extrema Função"

O Proximizade é uma realidade colectiva aberta à participação activa de quem o lê e o quer apoiar.

Nesse sentido, acolhemos com satisfação as contribuições que nos possam enviar e das quais seleccionaremos para publicação (nesta rubrica a que chamamos Proximail) as que melhor se enquadrarem no âmbito da missão a que nos propomos. As colaborações serão publicadas ao fim-de-semana.

Enviem as vossas propostas para o nosso email proximizade@gmail.com e exibam dessa forma o vosso empenho nesta causa comum.

Depois da estreia, com um texto da Filipa Paramés, segue-se hoje um texto do Jorge Manuel (Sharkinho).

ocaso savana.jpg

EXTREMA FUNÇÃO

A jovem médica, acabada de chegar ao acampamento, estacou na soleira da porta. Insectos voadores, enxames, batiam-lhe na pele sem cessar. Indiferente, Ana tentava ajustar o cérebro à multiplicidade de sensações que recolhia. O som da agonia, o cheiro da morte e a visão do inferno, combinados no interior de uma tenda de campanha para se apoderarem dos sentidos e enlouquecerem qualquer pessoa. Ana quase desmaiou.

Engoliu em seco e cruzou a fronteira do horror que a aguardava na sua primeira missão como voluntária. Dois médicos holandeses chocavam entre si, cada um embrenhado em diversas vidas para salvar. Três enfermeiras acudiam-lhes no que podiam. Encolhiam os ombros nas muitas vezes em que davam por falta dos meios indispensáveis para assistir os pacientes que definhavam, resignadas após quase seis meses a lidarem com a situação. Mas não paravam, antes desviavam a atenção para todos quantos lhes parecessem em condições mínimas para sobreviver.

Precisavam de vitórias, de pequenos milagres que lhes aliviassem o fardo permanente da impotência que prevalecia. Seleccionavam com o olhar os moribundos, afastavam-nos para um canto da tenda e concentravam-se nos que aparentavam algumas hipóteses de salvação. Estatística da mais crua, imposta pela necessidade, sobreposta ao coração.

Ana ainda não sabia que em circunstâncias extremas os critérios pré concebidos atingiam o apogeu da flexibilização. Estava chocada, tentava descortinar um ponto de partida para recuperar a lucidez e agarrou-se à ética profissional. Interrompeu o passo apressado de uma das enfermeiras, rosto duro e cansado, indicando-lhe os três pacientes no canto da tenda aos quais nenhum dos clínicos prestava qualquer tipo de atenção. A enfermeira olhou-a com estranheza, deu-lhe para as mãos um velho crucifixo esculpido em madeira local e prosseguiu a caminhada, tabuleiro de metal carregado de quase nada, cheio de esperança porém para outros seres humanos em aflição. A esses podiam dar uma forma alternativa para pararem de sofrer. Aos do canto da tenda, não.

A voluntária atordoada desistiu de reunir forças para protestar contra o que lhe parecia indigno. Observou por alguns instantes o trabalho incansável dos colegas, hesitou. Não se sentia capaz de acompanhar o ritmo insano da equipa, temia atrapalhar. Virou-se de novo para os três infelizes deitados nas macas improvisadas e decidiu avançar nessa direcção.

O primeiro que olhou mais de perto era um homem idoso, cadavérico, olhar baço revirado que anunciava estar muito próximo do fim. Seguiu para o do lado, um jovem soldado atingido no estômago por uma bala perdida. Tentou encontrar-lhe a pulsação e não conseguiu. Cobriu-lhe o rosto marcado pela dor com um lençol e abraçou-lhe as mãos ao crucifixo.

Restava um. Ana decidiu empenhar toda a sua dedicação no cuidado ao infeliz que se apagava como uma vela deixada ao vento de fim de tarde na savana que não voltaria a pisar. Aproximou-se devagar, com o sorriso mais agradável que conseguia produzir. O jovem moribundo, em delírio, fixou nela o seu olhar magoado por todas as dores do mundo, reunidas numa só pessoa.

Ana sentou-se ao lado do rapaz e observou-o, em busca de um diagnóstico alternativo, de um sinal que permitisse uma ténue esperança de salvação. Não o encontrou, antes percebeu que a medicina seria naquele caso uma simples ilusão que perturbaria o paciente na lenta caminhada para o fim.

Passou com todo o carinho um dos braços por detrás da nuca do adolescente, enquanto o acariciava no rosto com a outra mão. Trauteava baixinho algumas canções de embalar cujas palavras ele não percebia mas que pareciam enfeitiçar-lhe a expressão. Olhos negros muito abertos, ele murmurava uma frase que repetia sem cessar e esboçava a custo um sorriso para a loira vestida de branco que o tratava como uma mãe.

Minutos depois, o corpo do rapaz sacudiu um pouco e ele parou de murmurar. Atrás de Ana, a enfermeira pousou-lhe uma mão sobre o ombro e deu-lhe a entender que trataria do assunto a partir dali.

- Já está, agora vá até lá fora e aprecie os cheiros e os sons que o vento da savana lhe traz. Estou certa de que ainda não assistiu com atenção ao ocaso de fogo que a nossa terra tem para oferecer. - Segurou o braço de Ana e puxou-a devagar na direcção da saída.

Fora da tenda, a médica sentiu-se aturdida, incapaz de raciocinar. Apenas lhe ocorria à mente a frase repetida pelo rapaz, permanente, um mistério que pressentia importante de resolver.

- Você ouviu o que o...
- Okosha.
-...o que o Okosha me dizia? Conseguiu perceber?

A enfermeira passeou-lhe a palma da mão pelo rosto e sorriu.

- Ele dizia que este foi o dia em que Okosha, filho de Ngoma, conheceu o anjo que o acompanhará numa maravilhosa viagem para o Céu.

Abraçada a si própria, Ana contemplou o horizonte avermelhado até ao fim. Depois, limpou as lágrimas proibidas e reentrou no hospital de campanha, determinada

Vinte anos passados, Ana permanecia nos quadros da missão. Por cima da entrada da tenda, a figura amarelecida de um anjo, colocada por um familiar de Okosha, assinalava o melhor porto de abrigo para os mais aflitos, como uma estrela, com a luminosidade de um farol cravado no peito da escuridão.

novembro 18, 2005

APIFARMA

APIFARMA

A saúde é dos bens mais preciosos que podemos possuir. Nem damos conta, quando nos levantamos todas as manhãs, preparamos as nossas rotinas, trabalhamos, saímos e passeamos e nos divertimos com amigos. Apenas quando nos toca, de perto, a nós ou a familiares, a tragédia de uma doença grave, somos atingidos pela consciência de tanto drama que tanta gente enfrenta e que outros tantos se esforçam por minimizar.

APIFARMANem sempre é fácil descobrir informação sobre algo de que necessitamos e é também na perspectiva de colmatar essa lacuna que o Proximizade existe e que trabalhamos para fornecer aqui todos os dados que consigamos obter.

Hoje disponibilizamos o acesso fácil a uma listagem das diferentes associações de doenças que existem e têm acordos com a Apifarma.

Nesta página pode encontrar os contactos e descrição de actividades destas entidades, que existem para ajudar todos aqueles que comungam de um mesmo problema.

Porque, um dia, todos podemos precisar.

Ser amigo da AMI

AMI
Ser amigo é ser disponível. É estender a mão de forma desinteressada, dar o que se tem e se pode dividir por aqueles que não tenham. E que pode ser um afago ou um ombro. Ou uns poucos euros ou um quinhão de tempo que nos sobra. Ou até mesmo apenas um sorriso.

Ser amigo é ser uma pessoa melhor porque é deixar algo de nós nos outros, uma marca que até pode nem ser grande nem visível mas que sabemos que está lá. E que, estando lá, faz a diferença. Para aqueles que mais precisam.

A AMI precisa de amigos, o mundo precisa de pessoas melhores. O Proximizade gostaria de saber se você quer ser uma delas. Dê-nos conta disso!

Tornar-se Amigo da AMI é simples e descomplicado. É uma opção de relacionamento que permite fazer parte de uma cadeia de solidariedade
e que apenas implica fazer uma contribuição periódica em dinheiro. Uma contribuição fixada por cada amigo, quer em valor quer em periodicidade, que pode ser interrompida a qualquer momento e que, como todas as outras que a AMI recebe, serve para nos ajudar a ajudar pessoas no Mundo inteiro.

Mais que qualquer outra fonte de financiamento, a colaboração periódica dos Amigos da AMI permite-nos preparar as nossas missões com mais rigor e responder mais rapidamente em situações de emergência.

novembro 17, 2005

AMI

A AMI é uma instituição humanitária portuguesa não governamental, com estatuto jurídico de Fundação, sem fins lucrativos, cuja criação, em 5 de Dezembro de 1984, se inspirou nos “Médecins Sans Frontières”, reunindo médicos, profissionais de saúde e outros voluntários, baseando a sua rápida acção em situações de crise e emergência na independência, neutralidade e integridade.

Tem como objectivo essencial levar uma mensagem e uma acção humanística concreta no terreno, a qualquer canto do mundo, tendo em mente unicamente duas preocupações: prestar ajuda e alertar consciências – contra a intolerância e contra a indiferença – lutando contra a pobreza, a exclusão social, o subdesenvolvimento, a fome e as sequelas da guerra, em qualquer parte do mundo.

A sua missão baseia-se em três pilares fundamentais de intervenção:

1º - intervenção externa a nível internacional em situações de extrema urgência, em missões de desenvolvimento a médio e longo prazo, ou financiando projectos sociais e na área da saúde - intervindo nas grandes catástrofes mundiais, participando no reforço da paz e da segurança, na erradicação da pobreza e na promoção do desenvolvimento humano; a sua acção em mais de 50 países de todos os continentes contribui para a dignificação de Portugal no mundo;

2º - desde 1994, acção interna, através do projecto “Porta Amiga” com uma alargada rede de 10 centros sociais de apoio à população em situação económica vulnerável, apoiando os sem abrigo, idosos e imigrantes em Gaia, Porto, Coimbra, Lisboa, Almada, Cascais e Funchal; para além de ter a funcionar “Abrigos nocturnos” em Lisboa e Porto;

3º - missão de “alertar consciências”, interpelando os órgãos de decisão política e os cidadãos para temas fundamentais para a humanidade, com destaque para o Prémio AMI – “Jornalismo Contra a Indiferença” e o Prémio AMI Saúde – Doenças Infecciosas e Parasitárias”.

Para desenvolvimento da sua acção, a AMI conta com mais de 150 funcionários e quase 2000 voluntários prontos a partir em missões internacionais. Para além da sede em Lisboa, tem 6 Delegações (4 em Portugal – Porto, Coimbra, Funchal e ilha Terceira –, uma em Angola e outra na Austrália) e diversos núcleos em todo o país.

Dispõe de um orçamento anual superior a 6 milhões de euros, proveniente de financiamentos públicos, nomeadamente de organismos internacionais (cerca de 30 %) e de financiamentos privados (no total de cerca de 70 %) com origem em donativos em dinheiro e de bens e serviços, por particulares, empresas, cartão de saúde AMI e merchandising.

Desde 1987, afectou mais de 30 milhões de euros a missões internacionais (40 %) e acção social em Portugal (40%), afectando ainda 10% a custos estruturais e mantendo 10% em reservas.

novembro 16, 2005

Minina

Minina

"Olá.

Obrigada pela vossa resposta e obrigada por me terem permitido conhecer a Minina.

Tal como referi no primeiro mail que vos enviei, depois das primeiras visitas ao Proximizade, tirei os dados de Mumemo e cá em casa resolvemos contactar a organização para apadrinhar uma criança.

A Minina foi-nos hoje apresentada e claro que tinha que a apresentar logo aos responsáveis por este apadrinhamento.

Ainda não sei muito sobre ela: sei que nasceu em 2003 e que estava muito assustada quando lhe foi tirada esta fotografia (em 2004)."

Este é o testemunho da Ana, a primeira leitora que nos informou ter aderido ao projecto de apadrinhamento, a partir da divulgação aqui efectuada no Proximizade.

Uma informação que, compreensivelmente, nos deu uma enorme satisfação. Gostaríamos imenso de receber novas comunicações do mesmo teor!

Há tantas "Mininas" como esta à sua espera! Contamos consigo que nos lê; junte-se a este grupo de gente que faz acontecer...

Amnistia Universal da Criança

Amnistia Internacional

A Secção Portuguesa da Amnistia Internacional levará a cabo uma campanha dedicada ao Dia Universal da Criança (20 de Novembro).

O tema da campanha é a morte de crianças palestinianas e israelitas na sequência do conflito entre os seus povos.

De acordo com a organização, "nos últimos 4 anos, desde que ocorreu a explosão da revolta Palestiniana (Intifada), mais de 550 crianças Palestinianas foram mortas pelo exército Israelita, e mais de 100 crianças Israelitas foram mortas por grupos armados Palestinianos. Nos primeiros 10 meses deste ano foram mortas 150 crianças Palestinianas e 8 Israelitas".

O texto de apresentação desta iniciativa refere ainda que "a acrescentar a todos os que foram mortos, milhares de crianças Palestinianas e centenas de crianças Israelitas foram feridas. Muitas delas ficaram mutiladas ou incapacitadas para toda a vida. Muitas perderam também os seus pais ou outros parentes, por vezes mortos à sua frente, e viverão com o trauma de tais horrores para o resto das suas vidas".

novembro 15, 2005

Onde se aceitam brinquedos na sua região?

(...) "E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. Louvado seja o Senhor! o que nunca tinha pensado comprar.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena". (...)

(excerto de "Dia de Natal", António Gedeão)

Falta pouco mais de um mês para o Natal e todos aqueles que temos crianças em casa dispomos de um lote de brinquedos com os quais elas já não brincam, ansiando agora pela sua substituição pelos novos que já estão a delinear para a carta ao Pai Natal deste ano.

Mas também sabemos que esses mesmos brinquedos ainda podem merecer o sorriso rasgado de outra criança menos favorecida.

Assim, queremos pedir a vossa colaboração para nos indicarem quais os locais que na vossa região aceitam doação de brinquedos e desse modo podermos aqui disponilizar uma listagem de todo o país, actualizando periodicamente este post.

"SOPRO"

SOPROO projecto de Chimpaca é, como dissemos, apoiado pela SOPRO – Solidariedade e Promoção, uma organização para o desenvolvimento humano e a cooperação, sem fins lucrativos, criada em Setembro de 1996, e membro da Plataforma Nacional das Organizações Não Governamentais Portuguesas para o Desenvolvimento desde Janeiro de 2002.

Nasceu como uma iniciativa de pessoas preocupadas com os problemas da pobreza, que já antes tinham colaborado em acções sócio-caritativas do Colégio La Salle; é actualmente constituída por mais de 700 sócios colaboradores.

Para além do papel social activo no Apoio Local (centrado na sua área de origem, Barcelos), a SOPRO está vocacionada para a ajuda aos povos de Países em Desenvolvimento, concentrando-se em acções (projectos), inicialmente em Moçambique (nomeadamente por via do apadrinhamento de crianças em Chimpaca), iniciando actualmente a planificação de outros projectos em zonas pobres do Brasil.

A SOPRO depende do voluntariado de jovens e adultos que dedicam parte do seu tempo semanal e de férias de Verão na prestação de serviço social, provindo os fundos da Associação fundamentalmente de donativos de pessoas particulares e colectivas, com o intuito de que sejam concretizadas as acções solidárias junto das pessoas mais carenciadas, vítimas de injustiça social e de pobreza.

A quota anual de sócio é de 10 euros; o apadrinhamento na Escola da Beira tem um valor de 30 euros; o apadrinhamento em Chimpaca corresponde a 100 euros anuais.

Mas é também possível ajudar, divulgando o trabalho da SOPRO, actuando como voluntário, enviando material escolar (livros didácticos – de todas as disciplinas, excepto História de Portugal –, cadernos, lápis, borrachas, afia-lápis, giz, esferográficas, réguas, esquadros, compassos, colas, lápis de cor, marcadores, jogos pedagógicos, dicionários e gramáticas de português…).

No plano de actividades para 2005/2006, destacam-se a campanha de padrinhos na Escola da Beira, as Bolsas de Chimpaca e o envio de livros para Países em Desenvolvimento.

A nível local são também desenvolvidos, entre outros, projectos de apoio educativo a crianças e jovens de risco, apoio alimentar e de vestuário.

novembro 14, 2005

O seu testemunho é importante!

Aos amigos que nos visitam!

O Proximizade teve início no dia 2 de Novembro, fruto da indignação de cerca de uma dezena de bloggers, sem nome, sem rosto, sem nicks.

Apenas com vontade de estimular este "mundo blogosférico", procurando fazer com que cada blogger ou visitante olhe um pouco para o lado. Quer esse lado seja a colega loira, ou a criança, que vive a milhares de km e que morre neste preciso segundo... de fome, desnutrida, mal tratada pela vida e humilhada com a nossa indiferença.

Começámos por ter a ideia de apadrinhar uma criança... já apadrinhámos duas: a Berta e o Luís.

Fruto desta divulgação, até agora, tivemos já conhecimento de outro apadrinhamento, existindo outras pessoas a tentar encontrar outras disponíveis para, em grupo, concretizar novos apadrinhamentos.

No entanto, o objectivo do Proximizade não se limita a apadrinhar crianças.

Gostaríamos de contar consigo, que nos lê. E que gostava de fazer algo pelo bem estar comum, quer seja em África, na Ásia, ou "tão só e apenas" à sua porta.

Partilhe connosco, o que se passa por aí, na sua terra, na sua aldeia, na sua vila ou cidade. Onde mora, onde trabalha, onde um dia já viveu.

O Proximizade quer transmitir uma mensagem de esperança e fé na humanidade. De Amor, de Proximidade e de Amizade. De Partilha de recursos.

Escreva-nos e diga-nos o que se passa por aí; envie-nos um e-mail para proximizade[arroba]gmail[ponto]com. O Mundo conta consigo, nós apenas pretendemos ajudar a divulgar e contribuir para unir quem precisa e quem tem para dar.

Saudações proxiamigas!

Vacinas por Escrito

Vacinas por Escrito

A UNICEF, em parceria com a Editorial Caminho e com os Correios de Portugal, lançou um livro que se insere na campanha de recolha de fundos para a compra de vacinas para crianças.

"Os Primos e o Mago Envergonhado", título da obra co-assinada por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, ilustrado por Helena Simas, será colocado à venda em estações dos correios de todo o país.

Por cada exemplar vendido desta história de Natal, a Editorial Caminho oferece um euro e as autoras entregam os direitos de autor à UNICEF para o fim atrás referido.

A UNICEF dispõe ainda da sua tradicional colecção de cartões/postais natalícios e outros produtos cuja venda reverte a favor da organização e das crianças por ela apoiadas.

Em nome de quem vos agradecerá (cont.)

Desde o início do Proximizade, muitos foram aqueles que, nomeadamente por via da divulgação nos seus próprios blogues, se associaram a esta iniciativa.

Ao Proximizade cabe agradecer em nome dos que recolherão os benefícios da ajuda de todos.

Hoje, é mais um reconhecido Obrigado que aqui queremos deixar a estes novos "proxiamigos":

3 Horas de Ponta
A Quinta Coluna
Africanidades
Águas do sul
Akiagato
Albuquerques
As Palavras Por Dentro
Assumidamente
B l o g u i c e s
Blue Velvet
Carta Aberta
Contos & Encontros
Conversamos?
Côr de mar
DesaTina/
...E Para Tudo o Resto - O que é isto?
Eclectismo Musical
Egoponto
Enresinados
Espelhos e Labirintos
Estórias de família
Estranhos Dias e Corpo do Delito
Extranumerário
Far, far away
Francisco Del Mundo
Fumaças
Geosapiens
Grandra Truck
Innersmile
Íntima Fracção
Janela para o rio
La Force des Choses
Linguagem das Flores
Mãedrasta
Mamããããã
No Adro
No reino da confusão
Nos olhos de um vagueante
O cantinho do Pim
O gato na paisagem
O Montado
O palhaço de D. Quixote
O Zabrolho
Palavras de ursa
Pantalassa
Partilhando desafios
Puta de Vida
Rodolfo Miguel de Oliveira
Sandman
Silêncios Em Cores de Aguarela
Tá de Chuva II
Troblogdita
Tudo Quanto Vemos
Tupiniquim - Blog sobre Povos Indígenas
Um ponto azul
Um pouco de tudo
Um pouco do meu verdadeiro eu...
WebClub

(lista em actualização; caso esteja em falta o link para o seu blogue, pode indicá-lo nos comentários)

novembro 12, 2005

PROXIMAIL

O Proximizade é uma realidade colectiva aberta à participação activa de quem o lê e o quer apoiar.
Nesse sentido, acolhemos com satisfação as contribuições que nos possam enviar e das quais seleccionaremos para publicação (nesta rubrica a que chamamos Proximail) as que melhor se enquadrarem no âmbito da missão a que nos propomos. As colaborações serão publicadas ao fim-de-semana.
Enviem as vossas propostas para o nosso email proximizade@gmail.com e exibam dessa forma o vosso empenho nesta causa comum.
E agora a estreia, com um texto da Filipa Paramés que muito agradecemos, em nome dos que precisam.


A HISTÓRIA DO COLIBRI

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O Mário sorriu e disse-me:
- Sabes a história do colibri?
- Não... - disse eu curiosa e à espera.

E depois lá ma contou:

- Uma vez houve um incêndio enorme numa floresta que fez com que todos
os animais fugissem do fogo. Era impossível combatê-lo. Enquanto
fugiam repararam que um pequeno colibri entrava e saía do fogo.
À enésima vez o Leão achou aquilo demasiado estranho e perguntou-lhe:
"Ó colibri, afinal o que andas tu a fazer a entrar e a sair deste fogo
enorme?"
E ele disse:
"É que eu encontrei um rio aqui perto. Então encho o bico de água e
atiro para o fogo!"
O Leão admirado, insistiu:
"Então, tu tão pequenino, achas mesmo que consegues apagar este fogo
imenso? É impossível!"
"Eu sei que é impossível, mas eu faço a minha parte..."

Não costumo almoçar ou jantar quando está a dar o noticiário na
televisão. Não gosto que o que se está a passar no Mundo perturbe ou
incomode a minha refeição. Principalmente se as novidades envolvem
pessoas que passam fome ou estão em sofrimento extremo. No caso de ter
o azar de tal maçada acontecer, pego no comando e mudo para um outro
canal que, de preferência esteja a transmitir uma sitcom americana. OU
então mudo para a VH1 e vejo o programa "The Fabulous Life Of..." em
que as celebridades estouram 300 mil dólares ou mais numa festa
privada qualquer.
É assim com estes jogos de cintura inconscientes que eu e todos nós
nos integramos na sociedade. É assim que nos habituamos a escudar do
que nos afecta verdadeiramente. Gosto de pensar que muitos de nós não
dá o primeiro passo em relação a causas humanitárias porque sabemos
que o confronto é demasiado doloroso.
Vemos as nossas possíveis atitutes humanitárias como uma minúscula
gota num vasto oceano. Como parece ser tão pouco, nem se tenta. Assim
explica-se muita inacção. Até explica ironicamente a nossa
sensibilidade (ou falta dela): "Ai, nem consigo ver isto! Que horror,
até me arrepio toda!" Explica muita coisa sim, mas nunca irá
justificar estas apatias tristes e constantes.
E é assim que temos tempo para os nossos melodramas...
Decidi recentemente ir durante um mês para Moçambique como voluntária.
Uma decisão a longo prazo, pois, e se tudo correr bem, só em 2007 é
que terei essa oportunidade. No fundo, não é preciso apanhar um avião,
atravessar um continente ou fazer milhares de quilómetros para se
ajudar uma ou várias pessoas. A caminho da faculdade, do emprego ou de
um evento social fútil, encontra-se muito boa gente que precisa de uma
mão amiga. Infelizmente, não é preciso ir muito longe! Mas felizmente,
até 2007 há milhares de oportunidades para arregaçar as mangas! Basta
querer abrir os olhos.
No meio de tanta desgraça, o que é preciso é ajudar. O importante é
manter a memória fresca e acordar: deixar de ignorar o que se passa,
deixar de mudar de canal quando não nos apetece gramar com desgraças
alheias e, principalmente, deixar de fingir que não sabemos que no
fundo somos uns sortudos e uns egoístas.
Tudo o que se fizer é sempre pouco. Muito pouco. Mas esse pouco deve
existir, permanecer e persistir numa luta injusta e constante!
Como o colibri que luta contra um fogo imenso, mas que nunca desiste.
Ele, um simples e pequeno pássaro, sabe muito bem que se cada um fizer
a sua parte, muitas pequenas gotas formam lagos enormes que destroem
quaisquer fogos.

Autora: FILIPA PARAMÉS

novembro 10, 2005

E este é o LUÍS

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O Luís Bicho Mafuta tem 10 anos, 6 irmãos e uma irmã; o pai já faleceu e a mãe é camponesa. Vive em Chimpaca, gosta de jogar ao berlinde e futebol e estuda na 4ª classe, com média de 12 valores.

O Luís anda na escola graças ao programa de apadrinhamento para a educação promovido pela ONG - SOPRO. Até à data, tem conseguido ver os seus estudos custeados apenas porque existe uma boa gestão por parte da organização. É que nos apadrinhamentos acontece o mesmo que na adopção, indo a preferência geralmente ao encontro dos mais pequeninos. Como a propina destes é inferior à dos mais velhos, o colégio remete os excedentes para a educação dos meninos que não têm padrinhos.

Hoje o Luís já não precisa de recorrer ao que sobeja dos mais novos. Tem os seus próprios padrinhos aqui no Proximizade.

Agora faltam os outros meninos. Chimpaca tem muitos mais, à espera que uma mão amiga os ajude a começar a construir um futuro.

Escolinha do André apoia crianças do Xai-Xai

A Escolinha do André, no Xai Xai moçambicano, é desde meados de 1997, um dos projectos desenvolvidos pela APOIAR, em parceria com as irmãs dominicanas, com o objectivo de integrar socialmente crianças abandonadas, orfãs e filhas de mães solteiras, alicerçado no apadrinhamento de crianças por particulares.

Esta escola do Xai Xai abrange uma média de 150 crianças, repartidas entre a pré-primária e a 5ª classe mais cerca de 60 adultos em cursos de alfabetização, recebendo todos alunos 3 refeições diárias.

Como refere a Irmã Isabel Langa, da direcção da escolinha, «O principal objectivo é recuperar humanamente as crianças, fazer entender que são pessoas, tentar integrar nesse ambiente de pessoas e depois... depois...então ensinar as 1ªs letras, trabalhar, brincar, jogar e mais e mais... Isto é possível mas a longo prazo e nunca se consegue recuperar todas. Temos 150- 170 e... se chegarmos a recuperar 50, 10, daremos muitas graças a Deus.»

Entre os diversos condicionalismos para o insucesso escolar, a Irmã aponta também que «Às vezes quem fica com elas, tira a criança da escola e desaparece com ela à procura da outra sorte na outra província ou do outro homem, etc. Se por acaso fôr se entender, tudo bem nunca mais veremos a criança mas se acontece o contrário e é o geral, a criança volta para escolinha pois aqui pelo menos a comida está garantida mas já passaram 2, 3, 6 meses, 1, 2, 3 anos. Outra vez vamos para a 1ª lição...».

Todas as crianças da Escolinha do André têm um padrinho, um componente essencial à sustentabilidade do projecto, que consiste no apadrinhamento dos estudos de uma criança por qualquer pessoa que queira fazer sentir a uma criança que gosta e se preocupa com ela, traduzido numa prática de comunicar com ela pelo menos uma vez por ano e comprometendo-se a contribuir com uma verba anual de 125 euros, pelo período de 5 anos.

A Escolinha do André, para além do ensino oficial, tem também a funcionar cursos de promoção da mulher, de corte e costura, de cestaria, de carpintariade e de informática.

Neste ano de 2005, a Escola iniciou a práctica de premiar os dois melhores alunos de cada classe, numa cerimónia a que assistiram todos os alunos, com o objectivo de estimular os alunos a aplicarem-se mais. Também o corpo directivo da escolinha, passou a contar com a Irmã Laura, de Angola, que já em Malange fundou e dirigiu uma escola com 1.500 crianças, de forma a que a gestão desta passe gradualmente para a sua responsabilidade. E ainda este ano, com financiamento garantido por uma parceria com a Câmara Municipal de Cascais, continua o projecto associado de construção de mais onze casas/palhota para alojamento dos alunos.

novembro 09, 2005

Raríssimas mas especiais

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Está a decorrer a recolha de donativos para a Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, no que se apresenta como a primeira campanha nacional de divulgação e angariação de fundos desta associação (que existe desde 2001), para apoiar doentes e famílias que convivem de perto com as Doenças Raras através de várias acções como a formação de voluntariado, a pesquisa de Doenças Raras, o apoio domiciliário ao portador e família e à emissão de pareceres (em articulação com o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração da Pessoa Deficiente), com vista à criação ou alteração de legislação que vise a plena cidadania das pessoas portadoras de doenças raras e deficiência mental e suas famílias.
A Raríssimas que diz que «existimos porque há pessoas raras, com necessidades raras» é contactável através do email info@rarissimas.org. e dá-se a conhecer no seu site.

Feira das Estrelinhas

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A Feira das Estrelinhas terá lugar nos dias 12, 13 e 14 de Novembro próximo, no Centro de Congressos de Lisboa, para apoiar a Associação Novo Futuro.
Esta IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) fundada em 1996, promove o
o acolhimento, desenvolvimento e educação de crianças e jovens que foram afastadas das suas famílias, na grande maioria, por imposição dos Tribunais, através de 7 lares situados nos concelhos de Lisboa, Gaia e Cascais.
Mais informações são possíveis de obter no site da Novo Futuro .

APOIAR - Testemunho na Primeira Pessoa

Os apadrinhamentos em Mumemo estão a cargo da APOIAR – Associação Portuguesa de Apoio a África, “uma associação humanitária, sem fins lucrativos, constituída em 1995, cujo principal objectivo é colaborar no desenvolvimento dos países africanos de expressão portuguesa, através da formação”, acreditando que “a educação e o acesso à informação ajudarão a romper com o «ciclo de pobreza»”.

Ninguém melhor para nos apresentar este projecto do que a sua principal mentora, Teresa Schmidt.

“Em 1995 fui com uma amiga e um filho, pela primeira vez, a Moçambique. A Paz tinha sido assinada em 1992 e o país estava ainda num profundo caos e miséria. Com a ajuda de um amigo que conhecemos lá, corremos o país quase todo, pois a nossa vontade era saber junto da população onde poderíamos ser úteis. Na altura foi considerada uma verdadeira aventura, havia minas por todo o lado e muita, muita pobreza. Mas nós não sabíamos nada e principalmente não estávamos preparados para o que vimos! O choque emocional mudou a nossa vida e gerou um sentimento tão forte que nos atirou de imediato ao trabalho! Era impossível voltar para Portugal e ser feliz – tínhamos que agir, dentro dos nossos limites fazer o possível para ajudar.

Por todo o lado tinham-nos pedido educação, pois a língua comum ajudava – cursos rápidos que pudessem ajudar os jovens a ter um futuro. Na altura só havia uma única universidade no Maputo e era muito difícil e caro entrar – o que levava os jovens ao desespero, depois de terem feito um enorme esforço de estudarem até ao 12º ano num país em guerra. Pediram-nos computadores! Num país que na altura era o 5º mais pobre do mundo! Era impensável!

E assim começámos: levávamos os computadores daqui, montávamos centros de informática com UPS, geradores, 6 computadores, impressoras e ficávamos lá durante 2 a 3 meses, em aulas intensivas, a formar formadores. Os CD’s de Geografia, História universal, etc. eram um factor muito importante para os professores que não tinham acesso a livros... quanto mais os alunos. Fizemos 11 centros espalhados pelas capitais do país, que hoje continuam a trabalhar e ganhar dinheiro. Entretanto fomos melhorando as máquinas e hoje são tudo multimedia. Muitos de parceria com as Irmãs Franciscanas, as mesmas do Mumemo.

Em 1997, estando nós a dar aulas no Xai Xai, conhecemos uma irmã dominicana que tomava conta de miúdos da rua e tentava ensinar-lhes letras e números que desenhavam com um pau no chão. Com a ajuda de empresas e principalmente de pessoas que se interessaram pelo projecto, alugámos as primeiras duas salas e instalámos a 1ª escolinha. Em 2000 tudo ficou arrasado e foi preciso recomeçar de novo noutro local. Hoje a Escolinha do André [assim se chama a escola] tem 160 crianças que estudam da infantil à 5ª classe, comem 2 refeições, brincam, aprendem cestaria, corte e costura, machamba (horta), informática e são felizes! Fazem muito barulho e asneiras como as nossas crianças quando são felizes! Temos também 60 adultos na alfabetização e senhoras na costura.

Esta escola é totalmente suportada pelos padrinhos e madrinhas e alguns beneméritos. Estamos neste momento a fazer casas para estas crianças que vivem em situações deploráveis – já se conseguiram 15!

Com a experiência adquirida no Xai Xai e a pedido da Irmã Susana, de quem somos amigos há 10 anos, começámos este ano com a creche do Mumemo. Logo que Mumemo esteja todo apadrinhado iremos para o Gurué, nas plantações de chá no meio das montanhas.”

novembro 08, 2005

Chimpaca

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Foto aqui

Chimpaca localiza-se na proximidade da cidade da Beira, em Moçambique. Surge como alvo para a cooperação por ser uma aldeia pequena e bastante pobre, situada perto da escola Lassalista João XXIII, ligada a uma outra escola da mesma congregação existente em Barcelos, onde nasceu no ano de 1996 a SOPRO, uma ONG que será alvo de um próximo post aqui no Proximizade.

Um dos vários projectos a cargo da SOPRO é o apadrinhamento de crianças da aldeia de Chimpaca. O objectivo é criar condições para que a comunidade se possa ajudar a si própria, procurando evitar o surto de imigração rumo aos países ocidentais a que assistimos hoje em dia.

Ora, isto consegue-se pela educação, pela formação, pelos cuidados de saúde e pela criação de infra-estruturas básicas, que permitem ultrapassar a miséria e ir produzindo riqueza. Dado que 54% da população tem menos de 20 anos, é nos jovens que reside a esperança, daí que sejam os mais novos os que surgem como motor desta iniciativa.

Tal como sucede em Mumemo, o dinheiro enviado pelos padrinhos para Chimpaca é usado para custear a educação das crianças: 100 € anuais (dedutíveis no IRS) pagam o uniforme, o material escolar e o mínimo de uma refeição diária. Apenas a matrícula fica a cargo das próprias famílias, de modo a que incentivem e valorizem os estudos das crianças.

O Proximizade já se envolveu também neste projecto, e em breve teremos o gosto de vos apresentar mais um afilhado nosso.

Quem quiser colaborar pode solicitar as indicações necessárias para o apadrinhamento através do e-mail disponibilizado no site de Chimpaca.

Custa tão pouco fazer tanto…

novembro 07, 2005

Voluntários precisam-se!

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A AMI está a apelar à inscrição de mais voluntários, para continuar a levar a cabo o seu meritório trabalho.
Quando está em causa ajudar, quer no plano nacional, quer no internacional, é necessário um conjunto tão vasto e diversificado de tarefas, como as que a seguir se apresentam. Todas elas importantes, todas elas dignificantes.


Se é uma das pessoas que gostaria de saber o que pode fazer para ajudar, se considera que pode dispôr de um pouco de tempo para colocar um sorriso no rosto daqueles que precisam de tanto e têm tão pouco, pode entrar em contacto com o Departamento de Informação e Comunicação, para o mail dic-ami@mail.telepac.pt, enviando o seu nome, contacto mais directo e disponibilidade. A AMI agradece e os mais necessitados também!

Nacional

Assistente de Cozinha
Tarefas: Empratar as refeições, receber os utentes
Local de Trabalho: Cozinha da Porta Amiga das Olaias
Dias da Semana: 3.ª feira
Horário: 11h30 às 14h00
Periodicidade: 3.ª feira

Assistente de Roupeiro
Tarefas: Triar e arrumar a roupa em 2.ª mão; ajudar os utentes a escolher
Local de Trabalho: Roupeiro da Porta Amiga das Olaias
Dias da Semana: 2.ª a 5.ª feira
Horário: 10h00 às 12h00
Periodicidade; 1 vez por semana

Assistente de Cozinha
Tarefas: Lavar a loiça, servir refeições
Local de Trabalho: Cozinha do Abrigo Nocturno da Graça
Dias da Semana: Sábado e Domingo
Horário; 18h00 às 21h00
Periodicidade: 1 vez por semana

Médico(a) Clínica Geral
Tarefas: Dar consultas de emergência
Local de Trabalho: Dispensário médico e de enfermagem da Porta Amiga de Almada
Dias da Semana: A combinar um dia de 2.ª a 6.ª feira
Horário: 14h00 às 17h00
Periodicidade: 1 vez por semana

Enfermeiro(a)
Tarefas:Dar consultas de emergência
Local de Trabalho: Dispensário médico e de enfermagem da Porta Amiga de Almada
Dias da Semana: A combinar um dia de 2.ª a 6.ª feira
Horário: 14h00 às 17h00
Periodicidade: 1 vez por semana

Psicólogo(a)
Tarefas: Dar apoio psicológico aos utentes
Local de Trabalho: Centro Porta Amiga de Almada
Dias da Semana: A combinar um dia de 2.ª a 6.ª feira
Horário: 14h00 às 17h00
Periodicidade: 1 vez por semana

Médico Psiquiatra
Tarefas: Dar apoio técnico aos elementos da Equipa de Rua
Local de Trabalho: A combinar em função do trabalho da Equipa de Rua
Dias da Semana: A combinar um dia de 2.ª a 6.ª feira
Horário: A combinar entre as 09h00 e as 18h00
Periodicidade: 1 a 2 vezes por semana


Internacional

(embora as missões referenciadas já tenham tido o seu início, fica o contacto da responsável, para o caso de alguém decidir ir passar o Natal a outras paragens)


Contactos: Dra.Tânia Barbosa, 218 362 100, e-mail Departamento de Internacional

Segundos Atrás

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A cada vinte e nove segundos morre uma criança em África, vítima de malária. Desde o início da frase anterior até este preciso instante, mais uma criança soltou o suspiro final. Se a fome em muito contribui para debilitar quem dela padeça, a propagação descontrolada de algumas doenças começa a constituir o golpe de misericórdia na esperança de uma apreciável percentagem da população mundial.
E é muito rápido o ritmo a que os seres humanos sucubem a esta combinação letal. Vinte e nove segundos.
Já morreu a segunda.

São várias as doenças que dizimam crianças em vários pontos do planeta, no que constitui uma catástrofe permanente a que urge atender. Para além da malária, também a SIDA reclama muitas vidas no seu trilho que infecta um ser humano a cada 6,4 segundos. E a tuberculose é responsável por uma morte no mundo a cada dezoito segundos.
Nenhuma guerra mata assim. A estatística é dura. E o tempo passa a correr...

Mais de oitenta por cento das crianças infectadas pela SIDA a nível mundial vivem no continente africano, sem dúvida o mais flagelado nesta matéria. Fazem parte do lote das que sobrevivem à fome e a outras calamidades que a natureza e a mão humana se combinam para criar.
Os segundos passam e o tempo não joga a favor das que o destino tem poupado a estas condições.

Neste tiquetaque mortífero cada segundo ganho é uma pequena vitória. E os segundos conquistam-se convertendo o apoio financeiro em meios para combater estas ameaças que nos aterrorizam, embora neste lado do mundo os ponteiros do relógio da morte avancem devagar o bastante para nos adormecer.
Enquanto dormimos, este terror distante aproxima-se de um nível cujas repercussões o mundo não está em condições de prever. Pode converter-se numa pandemia de violência, esta anemia da consciência que nos desvia a atenção.

O tempo que havia já se perdeu. Urge agora atrapalhar a passada ao conjunto de consequências que resultam dessa oportunidade que se esbanjou, mais de vinte e nove segundos atrás.
Na coluna da direita deste blogue alinham-se apenas algumas das opções ao seu alcance para, sem abandonar essa posição de leitura, recuperar o tempo perdido ao longo das palavras deste post.

Já deu conta de quantos segundos entretanto se escoaram?

novembro 04, 2005

Mumemo, o bairro onde vive a Berta

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Esta é a vista do bairro onde vive a Berta, em Mumemo, a cerca de 30 km de Maputo. As cheias que, em 2001 e 2002, afectaram Moçambique deixaram sem casa centenas de famílias, que procuraram abrigo no convento das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Estas não apenas as socorreram na altura, acolhendo os desalojados nas suas instalações, como foram muito mais longe, tendo criado um projecto ambicioso que se vem a desenvolver desde 2002 e deu origem a este Bairro 4 de Outubro. Aí vivem hoje cerca de 10 000 pessoas, que dispõem de apoio médico, creche, escola, um mercado onde podem encontrar víveres e vestuário, assim como um centro social e um centro de formação profissional.

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Podem conhecer a história deste projecto de forte dinâmica no seu próprio site. http://mumemo.100free.com/. É possível encontrar também testemunhos a respeito de Mumemo na página da Caritas Moçambicana http://www.caritasmoz.co.mz/projectodomes.htm e no site da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, onde um pediatra que ali foi voluntário dá a conhecer a sua experiência http://www.nortemedico.pt/noticias/?file=noticias_txt&cod=18961.
O Proximizade irá publicar um historial sobre Mumemo, escrito pela própria dinamizadora do projecto.

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Ser padrinho de uma das crianças de Mumemo significa contribuir com 130 euros anuais (dedutíveis no IRS), durante 5 anos, para custear os seus estudos e a alimentação. Várias pessoas se podem agrupar para, em conjunto, apadrinhar uma criança (podendo contar com o Proximizade para a criação e apoio desses grupos).
Os procedimentos necessários estão indicados aqui
http://mumemo.100free.com/apadrinhar.html . A entidade encarregada de todo o processo é a APOIAR, uma ONG portuguesa cuja acção não se esgota no projecto de Mumemo, como se pode verificar através do seu site e como será dado a conhecer em ocasião oportuna no Proximizade.

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Fotos e gravura: APOIAR


novembro 03, 2005

Em nome de quem vos agradecerá

Proximizade

São passos minúsculos, os que damos nesta altura. Pé ante pé, mãos abertas para abraçar uma causa que é feita da vontade de avançar com realismo mas com muita convicção. Passos pequenos que se dão, mas que agigantam aos olhos de quem precisa de tudo quanto se possa dar de nós.

A amizade também. E foi essa que esteve na origem do fenómeno que ontem se criou em torno deste blog, uma manifestação visível de uma vontade que o Proximizade apenas corporiza.
O resto fazemos todos, no pequeno gesto que se tem. Como o tempo gasto na divulgação de uma causa, tempo investido num mundo melhor.

Ao Proximizade compete agradecer em nome de todas as pessoas que recolherão os benefícios da vossa ajuda, comunidade blogueira que respondeu à chamada e disse presente à urgência de intervir.
Obrigado! A todos(as) quantos(as) reservaram nos seus espaços um tempo para a proximizade que estamos a construir.

E agora vamos agarrar com força nesta ideia e nesta intenção para todos fazermos mais e fazermos melhor. Um pouco mais em cada dia, pé ante pé.
A contabilizar quantos sorrisos mais o sol iluminará no ocaso de cada dia, com o nosso bem expresso nos rostos que o vosso apoio permitirá aqui divulgar.

Eis a lista dos que nos empurraram para uma passada rumo a um futuro melhor:


(re)primadesblog
100nada
28
6 em 1 & Algo +
A bordo
Abnegado
Abrangente
A destreza das dúvidas
Ad tempus
Adufe
Afixe
A Grande Fauna
Agenda Electrónica
Ai-Dia
A Julgar pelas Aparências
A Lógica Subjacente
A Minha Cama
Amorizade
Analiticamente Incorrecto
Ante & Post
Apenas Mais Um
Ao Sabor do Vento
À rédea solta
Atribulações de um Alentejano em Directo
Atrium
Avatares de um Desejo
Bazonga da Kilumba
Bloga-me Mucho
Blogotinha
Blogouve-se
Blogue de Esquerda
Blogue dos Marretas
Bloguítica
Bufagato
Canto da Sereia
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(Pedimos as nossas desculpas a todos quantos por lapso (ainda) não estejam referidos na listagem acima que, de resto, será actualizada sempre que dermos por falta de alguém que lá deveria constar. Avisem-nos, por favor, e nós tratamos de corrigir a situação.)

Mumemo na primeira pessoa

O historial deste bairro na voz da sua responsável, a Irmã Susana Marques, da Fraternidade de S. Francisco de Assis.

Susana_Marques.jpg
Irmã Susana Marques

"Desde o ano 2000, com a tragédia das cheias que devastou o centro e sul de Moçambique, nós, Irmãs Franciscanas, sofrendo com o sofrimento do povo do nosso bairro Chamanculo C – tão duramente atingido – não podíamos deixar de agir perante tão pungente situação. A fúria das águas destruiu todas as casas de material precário, as latrinas e danificou as de alvenaria, arrastando na sua voragem os modestos haveres que possuíam.
Chamanculo ficou transformado num lago imundo e lamacento, obrigando a população a fugir espavorida daquela massa de água que os ameaçava e a correr em demanda de abrigo.
À nossa casa, o Convento de S. José, vimos chegar mais de uma centena de pessoas encharcadas até aos ossos, de mãos abertas como quem tenta ainda salvar o pouco que não perdeu, olhos amedrontados e a pedir socorro.
Demos abrigo, pão e fomos bater às portas de quem nos pudesse ajudar com mantas, esteiras, roupa, alimentos e lenha.

Os dias foram passando e um mês após esta catástrofe, pensando nós que tudo tivesse normalizado, demos uma volta pelo bairro acompanhadas por alguns dos refugiados ainda em nossa casa. Ficámos alarmadas ao ver o panorama chocante e desolador com que deparámos!
Centenas e centenas de famílias a viverem mergulhadas em água podre e estagnada até à cintura, corpos de bebés ainda enterrados na lama! As pessoas dormiam por cima de mesas e caixotes.
Nós, Irmãs Franciscanas, desconhecíamos em profundidade o viver desumano do bairro nosso vizinho! Era uma multidão que disputava um cantinho onde se pudesse acomodar, chegando a viver 20 pessoas na mesma pequena barraca, exposta todos os anos a sofrer inundações na época das chuvas.

Perante factos não há argumentos. Sentimo-nos interpeladas até ao mais fundo do nosso coração e desafiadas para uma nova realidade. Fora Deus que ali nos chamara para nos apontar a maior prioridade do tempo presente à nossa Missão Hospitaleira. É certo que não possuímos bens materiais, mas temos consciência de que a nossa voz encontra credibilidade juntos dos homens e organizações humanitárias.
Então fizemos nossa a voz destes mais pequeninos da sociedade e pusemo-nos em campo.

Batemos às portas da Caritas, das Embaixadas, do Governo, do Ministério de Segurança Social, das organizações humanitárias, trabalho extenuante de muitos meses pois Moçambique estava paralisado pelo caos.

Hoje Mumemo é uma comunidade em crescimento.
O Governo deu-nos um terreno a 30 kms de Maputo.
A Caritas espanhola e italiana construíram 500 casas de 2 quartos e sala.
O Ministério do Trabalho em Portugal construiu um centro profissional onde se podem preparar futuros electricistas, carpinteiros, padeiros, mecânicos, serralheiros, pintores, bate chapas.
A Apoiar criou um centro de costura e outro de informática, formou os nossos jovens deficientes para serem os futuros formadores nessas áreas; e ajuda a creche para as crianças mais desfavorecidas.
A Cafod assumiu a arborização do bairro.
Algumas Embaixadas ofereceram poços e os arruamentos.

Agora cada família tem a sua casa e um espaço para uma machamba, tendo recebido árvores de fruto e sementes. Gozam do apoio de um centro social, de um mercado onde podem vender os seus cultivos, artesanato e roupas, de uma Maternidade e de uma Igreja em crescimento, tanto físico como espiritual.

As populações começam a compreender que agora está a chegar a sua vez de transformar esta comunidade num projecto auto-sustentável em que a dignidade humana e o respeito pela natureza são valores que pretendemos implantar, desenvolver e fazer crescer, especialmente a partir das nossas crianças, futuro da nossa Pátria, Moçambique."

Irmã Susana Marques
Fraternidade de S. Francisco de Assis
Mumemo – Marracuene – Moçambique

(texto revisto pelo Proximizade)

novembro 02, 2005

Esta é a Berta

Berta.jpg

Três anos. A nossa afilhada de Mumemo, em Moçambique.

Apadrinhar, para ensinar a pescar

Pequenos milagres acontecem todos os dias. E cada um de nós os pode despoletar, actuando.
Muitas são as formas de ajudar ao alcance de quem o deseja fazer. Do simples clique diário num site que se traduzirá em alimentos, protecção à infância, ajuda a mães e bebés necessitados, até à exigente tarefa de voluntariado, uma vasta gama de possibilidades se coloca a quem, como nós, pretende lutar contra a insensibilidade que procura invadir-nos e deixar-nos indiferentes.

O Proximizade, procurando fazer jus ao seu nome e aproximar-se, tanto quanto possível, daqueles que necessitam, não se querendo limitar a um donativo sem garantias de ir parar às mãos certas ou que não sabemos como será aplicado, decidiu eleger como primeira forma de intervenção o apadrinhamento de uma criança moçambicana.

Porque Moçambique é um dos países mais pobres do mundo. Porque laços seculares nos ligam ao povo moçambicano. Porque o apadrinhamento se integra num projecto que se norteia pela vontade não de colocar os peixes nas mãos de quem tem fome, mas antes de ensinar a pescar.

Pessoas que precisam, invisíveis. E pessoas que têm muito para dar, quando não desperdiçam. Tempo, motivação, consciência. E dinheiro, também.
Entre este binómio, uma via de comunicação. A blogosfera, internet no seu melhor quando o que se escreve e o que se lê tendem a conjugar-se no verbo aproximar.

Dois mundos nos antípodas, um vítima dos excessos e outro à míngua das suas migalhas. Gente com fome, crianças, que sobrevivem apenas para ganharem forças para fugir à miséria. Rumo ao lado de cá, que os recusa.
A caridade já não basta e é necessária intervenção. Amizade em estado puro, reunida por gente que bloga em torno de um objectivo comum: fomentar a generosidade como uma urgência e canalizá-la para as melhores mãos (as mais necessitadas).

Proximidade e mão amiga. Proximizade, feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê. E ao que se deixa por sentir.
Nós sentimos assim. E acreditamos numa sociedade que quer sentir da mesma forma e intervir sem demora.
Aqui, já está a acontecer.