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Mais do que uma causa

Existe quem defenda que as Organizações Não Governamentais (ONG) estão a assumir um papel cada vez mais destacado na sua intervenção, ao ponto de começarem a substituir o poder político/financeiro em muitas tarefas que estes exibem incapacidade (vontade política?) para executar.

De resto, a reacção hostil de vários Governos (e de grandes multinacionais) à presença e à actuação de organizações como a Amnistia Internacional ou a Greenpeace, para só citarmos algumas, denuncia o desconforto dessa constatação.

A sociedade civil encontra nas ONG a resposta imediata a problemas concretos que carecem de solução e isso traduz-se numa aposta cada vez mais determinada no papel das instituições que prestam ajuda humanitária e que tentam intervir directamente no bem estar das populações.

É notório o peso que iniciativas como o micro-crédito, por exemplo, assumem no desenvolvimento económico de algumas nações menos preparadas para o efeito da globalização ou que padeçam dos males crónicos do costume.

Guerra, doença, calamidades naturais e consequências desastrosas da má governação abrem o caminho para as sequelas a que só a intervenção independente das ONG consegue oferecer um lenitivo. Pelo menos a esperança e a garantia de algum apoio para quem sofre de carências impensáveis e urgentes de acudir.

E essa força que move o auxílio humanitário somos nós que a criamos, pela canalização do nosso apoio para essas organizações com provas dadas.

O Proximizade existe acima de tudo para esse fim, motivar a intervenção, e daí derivam as nossas concretizações até à data.

O que está em causa é muito mais do que o estímulo de donativos e de apoios para os que precisam, para salvar algumas vidas ou simplesmente melhorá-las.

O que está em causa, e por isso insistimos na vossa participação activa neste projecto (visitando, clicando nos linques laterais, comentando ou enviando posts para publicação), é a multiplicação dos sinais que revelam uma tendência crescente dos cidadãos de cada vez mais países para confiar nas ONG como uma alternativa inadiável. Para equilibrarmos a parada.

Para que cada vez mais gente apoie e motive quem tenta acordar o Mundo e mobilizá-lo para a sua própria salvação.

Comments

Se ficam tão preocupados com as ajudas humanitárias prestadas pelas ONG têm bom remédio, actuem em conformidade, façam o mesmo, sejam eles os primeiros a responder aos problemas, se eles fossem capazes de o fazer, muito possivelmente não haveria a necessidade de serem criadas as ONG...

Nem mais, Cruzeiro do Tejo. O problema passa por aí. Com "eles" não se pode contar e por isso todos temos que canalizar a nossa atenção para quem FAZ.

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