" /> Proximizade: março 2006 Archives

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março 24, 2006

VERDADEIRO ELO

Porque o Altino Torres é homem de confiança e um colega que não questionamos em matéria de rigor, fica aqui reproduzido o seu post cujo título é o mesmo deste nosso plágio bem intencionado.
Pela urgência e pela causa, apelamos à boa vontade de quantos visitam este espaço.

E agora, mudando a página para assuntos realmente sérios e preocupantes, tenho uma coisa a partilhar com os meus queridos leitores e que me foi dita agora mesmo ao jantar pela Catarina, a minha mais velha que estuda na escola Secundária de Carvalhos, aqui em Gaia. Ela contou-nos ao jantar que a escola dela recebeu uma circular da vizinha Escola Secundária Almeida Garrett. Pedia ajuda para um aluno que padece de um mal realmente mau, que estas merdas dos futebóis e das politicas não têm comparação possível com males destes. O miúdo tem um tumor que só pode ser removido nos Estados Unidos, que lá é que estão os bons meios (ia dizer médicos mas isso não é assim tão líquido). E tem de ser já neste mês, senão pode ser tarde de mais. E pede ajuda, a circular. Os pais não têm dinheiro, é o que é, e pedem ajuda. Dinheiro. E constou-se que uma professora foi ontem ao Dragão e falou com os jogadores e eles ajudam. E nós? Será que nós somos capazes de ajudar? Acho que sim, carago. Eu, que sou um teso do caraças, e tenho filhos e contas a pagar vou ajudar. Você também pode ajudar. E não pense que é tanga, que eu estou a transmitir isto pela voz da minha Catarina que é um tesouro de menina.
Vá a esta página e verifique os contactos no rodapé, telefone para lá e pergunte. Mobilize-se e faça girar o mundo. Ajude um miúdo que não conhece e que tem um problema grave. Não é um comício, nem uma manif nem uma quermesse. É ajudar mesmo! Conto consigo?

março 22, 2006

NO DEVIDO LUGAR

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Ao longo das semanas gastas na concepção teórica e prática deste blogue (e não é fácil acertar calendários entre doze cabeças/umbigos), uma das questões que de imediato se levantaram foi a de como fugir ao viscoso domínio da "caridade de chá".
A caridade, por princípio, nem é algo de mau se valer de alguma coisa aos que precisam. Porém, todos os membros do Proxi manifestaram a vontade de não enveredar por um caminho que pudesse conotar-se com a versão "chique" de intervenção nesta área.

É difícil distinguir as formas de apoio a quem precisa, mas aqui entendemos que a primeira regra seria evitar a oferta do peixe e investir nas canas de pesca. Ou seja, a nossa opção enquanto grupo de pessoas incidiu no apadrinhamento precisamente porque vimos nessa via uma alternativa para canalizar o apoio financeiro (também) para a formação das crianças, para as ajudar a prepararem um futuro melhor do que o presente lhes reserva.
Era a opção lógica, no embrião do Proxi e enquanto nenhum de nós sabia muito bem o rumo a dar ao nosso empenho.

Claro que é inócuo desperdiçar tempo a louvar esta ou aquela forma de fazer algo em prol de pessoas famintas. Enquanto se pensa no assunto morrem várias, vitimadas pelo problema que urge combater. Mas é importante para nós sentirmos que ninguém conota o que aqui se faz com alguma espécie de veículo para a promoção pessoal ou para o tique de "tia". Falo por todas e todos quantos estão ou estiveram ligadas/os a este blogue quando afirmo que nenhuma dessas hipóteses encaixa nas nossas intenções e julgo que o Proxi deixa isso bem claro na forma e no conteúdo.

Este espaço é apenas uma forma de blogar em benefício de outros umbigos que não os de quem bloga. Apenas um meio para rentabilizar o que já fazemos noutros espaços, canalizando parte da energia e do tempo para um propósito em condições. E não há mais nada a acrescentar a esta intenção.
Assim sendo, seria impossível algum de nós colocar-se em bicos de pés por via da participação nesta iniciativa. O combate a sério contra a fome, a guerra, as doenças e a miséria que a estas se associa é feito no terreno, por gente que arrisca, voluntárias e voluntários, por pessoas abnegadas ao ponto de abdicarem do conforto com que se bloga para se dedicarem a tempo inteiro à mais nobre das causas, ajudar pessoas, salvar vidas, minorar o sofrimento alheio.

Aqui faz-se apenas o essencial. Denunciamos os problemas (nunca é demais), apelamos à generosidade (idem) e tentamos fornecer/indicar as vias adequadas para a respectiva concretização. Nada que justifique mais do que alguma paz na consciência de quem participa, a que se adquire quando sabemos que algures um ser humano tem uma vida menos má porque alguém se lembrou que existem vidas mesmo muito más que podem ser melhoradas.
Tudo o resto é irrelevante. Só contam os resultados práticos e mesmo esses ficam sempre aquém do que desejaríamos e, ainda pior, do que seria necessário.

Queremos ajudar da melhor forma possível com base neste meio ao nosso alcance. E em vez de nos orgulharmos desse facto, envergonhamo-nos por não fazermos mais e melhor, por falta de coragem, por falta de imaginação ou simplesmente por preguiça. Só assim se poderão cumprir os desígnios que estão na origem deste blogue.

Aceitam-se textos, ideias, críticas e qualquer tipo de contributo para manter e para melhorar este trabalho. Qualquer outro tipo de apoio, nomeadamente financeiro, deve ser encaminhado para um dos linques ou das organizações que vamos indicando.

E é isto.
Simples, não?

Proximizade JM

março 21, 2006

DOIS BILIÕES DE PROMESSAS

De acordo com a Reuters, citando David Nabarro (coordenador das Nações Unidas para a gripe das aves), o apoio financeiro prometido numa conferência ocorrida na China em Janeiro não chegou aos países africanos afectados pela doença que está a dizimar aves e não tardará a atingir as pessoas (nem que seja pela fome inerente ao impacto económico desta nova calamidade).

Cerca de dois biliões de dólares, a verba em causa, deveriam destinar-se ao reforço das estruturas veterinárias e de saúde nas nações afectadas, bem como à criação de mecanismos de controlo do H5N1 para evitar a disseminação da mortífera doença.

A mesma fonte refere que também os países asiáticos continuam sem ver a cor do dinheiro prometido pelos doadores na referida conferência, pelo que começa a desenhar-se um cenário costumeiro: o da ajuda que peca por tardia…

março 20, 2006

MAIS UM MEIO AO ALCANCE...

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...Para atacarmos a raiz de (quase) todos os males.
Vale a pena ajudar. O nome diz tudo, mas vão lá dar uma vista de olhos.
E mais aquilo que conseguirem oferecer.

março 17, 2006

UM GESTO DE SOLIDARIEDADE

Pelo segundo ano consecutivo, o Conselho Distrital de Lisboa (CDL) associa-se ao Conselho Português para os Refugiados (CPR) numa iniciativa de Solidariedade Social e Humanitária de ajuda a todos aqueles que procuram asilo em Portugal.

O CPR é uma Organização Não Governamental que tem como principal objectivo prestar apoio social e jurídico a requerentes de asilo e refugiados em Portugal

Em Março de 1999, o CPR inaugurou um Centro de Acolhimento na Bobadela, Loures com capacidade para 23 camas, onde recebe requerentes de asilo, proporcionando alojamento, alimentação, transporte e assistência médica a uma população muito carenciada.

O CDL apela a todos os Advogados que participem nesta iniciativa com um Gesto de Solidariedade Social e Humanitária através da oferta de:


Géneros alimentícios
leite, margarina, açúcar, óleo, conservas, arroz, massas, ...
Artigos de higiene
sabonetes, escovas e pastas dentífricas, shampôs,...
Livros e dicionários
para todas as idades e qualquer idioma
Vestuário
Masculino
Calçado
Masculino

Os donativos podem ser entregues de 27 a 31 de Março, das 9.30h às 12.30h e das 14.00h às 18.00h no CDL (Rua dos Anjos nº 79ª - R/C, em Lisboa)

Participe!
O CDL e o CPR agradecem o vosso gesto de solidariedade

(Enviado por Luisa Queiroz Nazareth)

março 16, 2006

PROXIMIZADE MORIBUNDA

Tal como acontece com as pessoas que este espaço nasceu para ajudar, também os blogues podem sucumbir à míngua de alimento.
A indiferença é equivalente à fome, tanto no caso das pessoas como no das suas realizações virtuais ou analógicas.
Das doze pessoas que deram inicialmente corpo a esta realidade resta uma. Choques de personalidade, ideias distintas ou mero cansaço ou desmotivação transformaram o Proximizade num projecto quase individual quando as três pessoas que o mantiveram ao longo de algumas semanas sentiram que estava na hora de parar.

Eu, um dos desistentes, optei por regressar porque me incomodava a ideia de ver suspenso (terminado) o projecto. Acreditei que conseguiria fazê-lo, nomeadamente com a ajuda de novos e/ou antigos membros deste grupo desmembrado. Mas essa ajuda não surgiu. E a minha condição pessoal, aliada à constatação flagrante do desinteresse generalizado (as estatísticas não perdoam), desmotiva e muito.
Na verdade, não consigo reunir força e coragem para manter diariamente actualizado um blogue que conheceu mais de mil visitas no dia de estreia e agora não reúne mais do que escassas dezenas.

Apenas três pessoas tentaram “de fora” colaborar na medida do possível (com sugestões), outras prometeram essa ajuda e não a concretizaram e no final resta um teimoso para organizar e escrever tudo o que aqui possa ser publicado. E esse sou eu e não acredito em lutas de um homem só quando estão em causa os valores que presidem à criação de um espaço desta natureza.
Blogues nascidos com idêntico propósito conheceram a mesma desdita, por esta ou por aquela razão e constituem, mesmo considerando os resultados concretos que os justificam, evidências da falta de interesse generalizado por este tipo de questões incómodas como a fome dos outros.

Este desabafo não constitui (ainda) o aviso formal de encerramento do blogue, mas apenas uma justificação para a sua realidade actual. Não há forma de dourar a pílula. Os blogues, como qualquer iniciativa, vivem das pessoas e as pessoas não vivem este blogue.
Apelo de novo à generosidade de quem se sentir capaz de aderir a esta causa.
Peço apenas algo que a maioria dos que por aqui passam fazem nos seus próprios espaços: palavras. Seja sob a forma de posts ou de comentários. E presença, pelas visitas ou pelas recomendações (linques) nos seus blogues.

A alternativa é óbvia e tem motivo à vista.
Aceito a minha quota-parte de responsabilidade na situação. Vivo com ela todos os dias.
Mas a minha irrelevância reflecte-se nas parangonas dos jornais.

A fome, a guerra e a doença continuam a dizimar milhões. A luta dos que possuem meios e capacidade para fazerem algo de concreto não pode, por sistema, acabar assim.