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abril 28, 2006

SUSPENSO

Não me resta força, não me resta coragem e não me resta disponibilidade.
Conservarei a chave para quem a quiser tomar (basta um email), até ao final do mês de Maio.
Depois, e caso ninguém avance para me substituir, entregarei o espaço ao seu dono e o Proximizade chegará ao fim.
Lamento. Por mim e pelos que precisam.

Mas não aguento mais.

Proximizade JM

abril 17, 2006

A JUSTIÇA DO TERROR

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) proferiu um acórdão que legitima palmadas, estaladas e encerramento em quartos escuros como forma de educar crianças.
Isto não é uma paródia, embora pareça, pois não se deve brincar com coisas sérias.

Mas foi isso que o STJ fez, com esta decisão que nos dias que correm soa no mínimo grotesca. É inegável a influência da legislação no comportamento das pessoas (mais do que o contrário...) e algo de legal passa com facilidade a algo de recomendável.
Assim sendo, esta aberração jurídica que torna legal alguém esbofetear e encarcerar uma criança num terror sem iluminação fomenta uma actuação que contraria os mais elementares pressupostos da decência e do bom senso.

Podíamos aqui alongar-nos na análise a este sinal do STJ e às consequências previsíveis na vida de muitas crianças portuguesas.
Mas encaminhamo-vos para o que o Comité Português para a UNICEF decidiu opinar sobre a matéria.

Está lá o essencial...

abril 12, 2006

PROXIMAIL - Mar

Vou guardando as suas missivas com cuidado, religiosamente.
Porque cada uma é uma pequena jóia e, juntas, constituem um documento único, precioso, que mostro aos meus filhos para que aprendam a amizade, a generosidade, que releio sempre que sinto que pode fraquejar a minha fé nas pessoas, que toco com o carinho com que a hei-de abraçar, assim que regresse.
Uma obra para coleccionar e transmitir a outros.
Pedi-lhe, em tempos, autorização para publicar um texto seu e ela que sim, que sim, o que precisares, como queres que escreva sobre o mundo cá deste lado?
Não foi preciso que o escrevesse de propósito porque as mensagens que nos envia, aos seus amigos e família, periodicamente, são em si o retrato de uma terra, do seu povo, da vida que outros seres humanos vivem.
E também dos sorrisos. Como este que nos mandou, pintado no rosto de um menino, por pessoas como ela.

menino_turco.jpg

A Joana está há quase um ano na Turquia, numa missão voluntária de ajuda a refugiados. Sobretudo, crianças.
Um ano da sua vida a ajudar outras vidas a manter a esperança. Um ano a crescer, a amealhar a sabedoria que só conquistamos quando damos. Nos damos.
Como se pode ler nas palavras que nos manda e que aqui partilho, por duas razões: o orgulho que tenho em ser amiga desta menina e o exemplo que ela constitui para todos nós. Não, por três: dizer-lhe, Obrigada, Joana.

Com um beijo enorme para ela

da Mar



"Ando às voltas no teclado, a tentar decidir o que vos escrever. volto a tentar mais tarde, como nas chamadas telefónicas quando o destinatário não está. mas está. insisti escrever-vos de manhã cedo, já que agora, literalmente falando, o sol me acorda e é isto "volte a tentar mais tarde que amanhã é fim-de-semana, e pode ser que consiga".


"um pé...
.. e dois
uma meia
duas meias
sapato! o outro sapato!"

queria eu acordar com estas contas de matemática e achar que tenho tudo. por aqui acorda-se assim, com 20 pares de meias a entrarem e sapatos que nem sempre encontram o pé certo. nisto, tenho falta de vocês. não só de estar, mas de vos falar das coisas daqui. que desliguem as televisões e esqueçam muito do que vos dizem. está errado. ou pelo menos, incompleto. mostram o que capta a atenção do momento, mas depois esquecem-se do humano, das vidas, das mãos, dos medos, dos outros erros, do que se aprende, dos exemplos, das ideias... esquecem-se ou não querem mostrar e ficam assim, com imagens deste lado do mundo que não encaixam em filme nenhum. escrevo-vos: apaguem as televisões por momentos. ou escutem-nas ao mesmo tempo em que pensam "pode não ser assim". multiplicadoras de preconceitos, televisões: calem-se. ao resto é deitar mãos às ideias, e ver no que dá.
mas o mundo turco, com tudo o que não funciona, com um social que em muitos parâmetros não existe, também ensina. e aqui estou. se os meus colegas de faculdade, amigos de letras com sede de mundo, se lembram, numa das aulas de Antropologia Política, na qual discutíamos a possibilidade da Turquia fazer parte da União Europeia o professor, Jorge Crespo, disse que não nos enganássemos. a sua ideia: há que estar lá para saber, um saber que não se resume aos museus, às salas de cinema, às letras dos livros, aos músicos... um saber que se sente, que abarca o modo de sorrir da gente, o jeito de pegar na 'darbuka' antes de tocar um ritmo diferente - pés que andam no chão com fundo de terra. o Mundo.


Um tom:

"Cada um sabe dos gostos que tem
Suas escolhas, suas curas
Seus jardins
De que adianta a espera de alguém?
O mundo todo reside
Dentro, em mim

Cada um pode com a força que tem
Na leveza e na doçura
De ser feliz."

'Onde ir', Vanessa da Mata


Por hoje é assim, que amanhã, 1 de Abril, vou acordar com 21 anos no bolso. Parabéns a vocês, que me dão tudo sem se darem conta disso.


Abraço-vos forte,

joana"

abril 10, 2006

UM MILHÃO DE ROSTOS

destaque42.jpg

São cerca de oitenta países que reúnem apoiantes da campanha Control Arms, uma iniciativa destinada a pressionar os líderes mundiais para a assinatura de um Tratado Internacional para o Comércio de Armas.
No passado dia 9, junto ao Pavilhão Atlântico, muitos deram a cara por esta causa, entre os quais algumas figuras conhecidas da opinião pública.

A campanha continua. E para todos(as) quantos(as) não puderam aproveitar a oportunidade para participarem numa iniciativa que visa, fundamentalmente, evitar que o mundo se transforme num gigantesco faroeste, existe o site oficial da campanha onde se pode facilmente acrescentar mais um rosto (uma voz) rumo ao milhão.
Eu já o fiz. Estas campanhas servem para pressionar quem manda e vivem da adesão popular.
Façam vocês também.

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abril 04, 2006

ISTO DE CLICAR EM LINQUES É UMA MAÇADA...

the hunger site.jpg


...Mas do lado direito deste post existe uma pequena lista de linques destinados a conduzir a vossa generosidade sem esforço.
Um deles é o do The Hunger Site que, como o nome indica, tem tudo a ver com o objectivo do PROXIMIZADE.
Entrando naquela magnífica iniciativa dispõem de nada menos do que seis causas para apoiar, com um simples gesto dos dedos. Uma trabalheira...

The Breast Cancer Site - Pela saúde das mulheres. Os cliques financiam mamografias gratuitas.
The Child Health Site - Pela saúde das crianças. Os cliques financiam cuidados de saúde a crianças desfavorecidas.
The Literacy Site - Pela educação. Os cliques financiam a compra de livros para crianças.
The Rainforest Site - Pela preservação da Natureza. Os cliques financiam a protecção da floresta tropical.
The Animal Rescue Site - Pela protecção dos animais. Os cliques pagam comida para animais famintos.

Em dez minutos, cliquei cada uma das alternativas e construí este post.
Os nossos visitantes, cada um de vós, não têm aproveitado a ocasião para o fazerem. E é isso que vos pedimos hoje: cliquem. Nada mais.

Menos é difícil...

abril 03, 2006

BONS EXEMPLOS

Um press release da OXFAM anuncia que a Zâmbia, país africano cuja população (65% da mesma) sobrevive com menos de um euro por dia, introduziu um sistema de saúde gratuito para os mais carenciados, nomeadamente nas zonas rurais daquela nação.
Mas se esse facto já bastaria para constituir menção neste espaço, a atitude do governo zambiano ganha contornos de verdadeira “lança em África” (passe o trocadilho) quando se sabe que a implementação do sistema foi financiada com os fundos atribuídos pelo G8 na sequência da recente cimeira em Gleneagles ocorrida em Julho.

Quatro biliões de dólares, o montante concedido à Zâmbia nos termos dos perdões à dívida externa e aumentos nas verbas destinadas ao apoio humanitário, serão aplicados na Saúde e na Educação, como o prova a primeira iniciativa do Executivo daquele país, numa exibição clara de que algo está a mudar na actuação dos políticos das nações menos desenvolvidas por forma a dissipar os naturais receios de quem disponibiliza a ajuda sem garantias de esta chegar às mãos indicadas.

Barbara Stocking, directora da OXFAM, referiu que todos quantos apoiaram a iniciativa Make Poverty History (presente em muitos blogues portugueses) devem sentir-se orgulhosos por este caso de sucesso (em tudo o que ele implica). Acrescentou ainda que graças a esta iniciativa, milhares de pessoas receberão assistência médica pela primeira vez nas suas vidas.


Nota: A OXFAM disponibiliza diversos meios ao alcance de quem pretenda apoiar as suas iniciativas. Podem consultar a listagem desses meios AQUI.